O primeiro trimestre do ano de 2022 no mercado de vinhos no país, em especial na importação, não teve uma boa performance comparado com o mesmo período do ano anterior.

Depois de 2 anos com números no positivo tanto na exportação quanto importação de vinhos, estimulada pelo isolamento da pandemia da covid 19, 2022 começa a mostrar uma desaceleração no mercado, por conta da baixa do dólar e da reabertura do comércio.

Segundo a Ideal Consulting, consultoria e auditoria especializada no mercado de vinhos, houve uma queda significativa de 11% na importação de vinhos no país em fevereiro, em relação ao mesmo período de 2021. Já entre janeiro e março, a queda ficou em 4,9%.

As exportações também tiveram impacto negativo, porém, especialistas projetam que a tendência do mercado é manter um equilíbrio e não ter quedas tão acentuadas nos próximos anos.

Chile, maior fornecedor de vinhos do Brasil

O maior fornecedor de vinhos do país é o Chile, dono de 40,3% do mercado, seguido pela Argentina, Portugal e a Itália. Os vinhos franceses e espanhóis figuram em quinto e sexto lugar respectivamente.

Um dos pontos positivos do mercado em relação ao primeiro colocado, é que o Chile tem oferecido um crescimento de 3% no volume das importações e 3% de queda no preço.

Já Portugal, terceiro no ranking, teve uma grande queda de 19% no volume e 20% do valor das importações, de olho em uma melhora de sua posição. A Argentina, segunda colocada, teve aumento de 1% no volume e 5% no valor dos importados.

Desde 2018, o Chile figura o primeiro lugar no fornecimento de vinhos de qualidade para o Brasil, e sem dúvida é um dos vinhos mais apreciados no país, com diversidade, qualidade e tecnologia inovadora, que faz este país ser o campeão na mesa dos brasileiros.

Exportação de espumantes brasileiros tem participação de 30,7% do mercado espanhol

Países com história na viticultura como Espanha, Itália e França, viram seus números e produção despencarem com a chegada da pandemia, porém, puderam manter seu público assistido, com as safras impecáveis de vinhos de outros países, especialmente do Brasil, de onde os espumantes foram a escolha acertada.

Os espumantes são uma classe de vinhos especiais, onde a fabricação e seu frescor característico, é de suma importância para eventos e confraternizações.

Quando o assunto é exportação, os espumantes do país têm grande apreço dos espanhóis, nossos maiores fregueses, com participação de 30,7% do mercado. Seguindo o fluxo, Itália e França mantém o trio de sucesso nesse quesito.

Em 2021, a exportação de espumantes chegou a mais de 930 mil litros, mais de 21% em relação a 2020 e 40% a mais entre os meses de janeiro a dezembro do ano anterior.

O mercado brasileiro de vinhos continua tendo bons resultados e as projeções para o futuro são bastante favoráveis como veremos no tópico a seguir.

Mercado dos vinhos brasileiros tem projeção em ascensão

O vinho brasileiro tem uma visão muito positiva nos mercados internacionais, inclusive, nos países onde o vinho já é uma tradição. 2021 fechou o ano com aumento de 83,25% em exportações, comparado com o mesmo período do ano anterior.

Com aumento do consumo de vinhos no país de 18%, os especialistas acreditam que o mercado não terá mais recuos abruptos, mas haverá um equilíbrio entre crescimento e pequenas quedas, confirmando o bom momento do setor.

Muitas marcas têm sido lançadas e com os resultados cada vez mais promissores do mercado, o Brasil já é considerado um grande terroir de alto padrão de qualidade no mundo dos vinhos.

 

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