A geração Z, aquela dos nascidos a partir do final da década de 90 até o início de 2010, tem se mostrado cada vez mais interessada em investimentos que deem estabilidade a longo prazo, e eles tem observado no mercado dos vinhos, essa grande oportunidade.

Uma pesquisa feita na Inglaterra com 2.000 investidores, percebeu uma ligação curiosa entre investidores na faixa etária dos 20 e poucos anos com o investimento em vinhos finos.

Quase a metade dos entrevistados disseram ser investidores de ativos alternativos, como criptomoedas por exemplo, mas houve um aumento de 62% entre jovens na faixa dos 25 anos que tem investido massivamente em vinhos de qualidade superior.

Com a queda acentuada de criptomoedas como o Bitcoin no mundo todo, os jovens investidores têm buscado alternativas palpáveis que deem segurança a médio e longo prazo e uma renda alternativa que garanta um retorno seguro no futuro.

Mercado dos vinhos no Brasil e no mundo: chamariz para Geração Z

O mercado dos vinhos finos no mundo terminou 2021 em alta e mostra um 2022 com crescimento contínuo, e isso se dá pela alta de preços nos vinhos das regiões da Borgonha na França que subiu 9,6% e os vinhos da região de Champanhe, também no território francês, com alta de 14,6%.

Por conta da retomada econômica em todo mundo pós-pandemia, os investimentos em vinhos aumentaram consideravelmente quando comparado com outros ativos como as ações, mas ainda perde para a commodities.

No Brasil, a pandemia acabou evidenciando o vinho para os consumidores, que fizeram esse período entre 2020 e 2022, o mais próspero nesse mercado.

O consumo de vinhos no país aumentou 28% e um dos canais que incentivaram as vendas foi o e-commerce, que contempla hoje ¼ das vendas de vinhos em todo país. A grande variedade de marcas, os preços mais competitivos e a qualidade de garrafas de vinhos nacionais, foram alguns dos motivos do crescimento do consumo de vinho no Brasil.

Apesar do avanço, o país ainda está longe de ser tradição nesse mercado, já que o consumo de vinho é de apenas 3,8%, enquanto de cerveja é de 61%. Contudo, o mercado está em amplo crescimento e com a nova percepção da geração Z para a importância de investimentos em vinhos, é possível que esse interesse cresça ainda mais nos próximos anos.

Consumo de vinho se torna preferência entre os jovens da Geração Z

O paladar do jovem brasileiro está ficando mais sofisticado, e isso é o que os números de mercado mostram, quando vemos o aumento na preferência pela bebida.

O consumo de vinho entre os mais jovens, especificamente da geração Z cresceu 30% em relação as outras faixas etárias mais velhas, que tecnicamente já tem um histórico com a bebida, porém, com início mais recente, principalmente entre os millenials, que veem em bebidas mais populares como a cerveja, seu maior interesse.

Com uma mente mais aberta e curiosidade aguçada, os jovens da geração Z tendem a estar mais abertos a conhecer os produtos de qualidade histórica como o vinho e tem a intenção de não só consumi-lo, mas investir e ganhar dinheiro com ele.

Em economias mais estáveis, diferente da brasileira, o vinho tem se tornado um investimento valioso. Na Europa, a pesquisa citada no início do artigo constatou que ¾ dos jovens na faixa dos 25 anos, tem investido até 20 mil euros em garrafas de vinho finos, enquanto 7% investem além dos 50 mil euros.

Com uso das tecnologias atuais e desprovidos de preconceitos, mas cheio de atitudes, esses novos investidores têm mostrado um grande conhecimento e muita ousadia na hora de escolher suas apostas e com certeza o mercado dos vinhos é um dos mais proeminentes.

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